Comecei a trabalhar em enfermagem aos 20 anos. Urgências, turnos de noite, doentes que chegavam a cair de pé. Aprendi a funcionar no limite — e fui aprendendo a achar que era assim que a vida tinha de ser.
Durante anos cuidei de todos. Fiz-me pequena para caber em horários impossíveis, em relações que me drenavam, numa profissão que exige tudo — e no papel de quem nunca pede nada para não incomodar.
O meu corpo aguentou. Durante algum tempo.
O que defendo hoje não veio de um livro. Veio do que vivi, do que vi, dos anos em que a medicina me salvou e dos anos em que percebi que ela sozinha não chegava.
Acredito que a medicina tradicional e a magia natural não são opostos. São aliados. E é com essa convicção que trabalho.
A segunda depressão apanhou-me de surpresa. Não devia — os sinais estavam todos lá. Mas quando passas a vida a ler os sinais dos outros, aprendes a ignorar os teus.
Desta vez decidi sair de forma diferente.
Não abandonei a medicina. Não virei as costas ao que sabia. Mas parei de achar que a medicina chegava para tudo.
Foi aí que entrei a sério na magia natural. Não como fuga. Como complemento. A fitoenergética, os rituais simples, o pêndulo como bússola nos dias em que não conseguia pensar. Coisas que cabiam na minha rotina, que não pediam tempo que eu não tinha, que não me exigiam acreditar em nada que contradissesse o que aprendi em 30 anos de enfermagem.
Funcionou. Não de um dia para o outro. Mas funcionou.
E foi a partir daqui que percebi o que queria ensinar.
O dia em que o meu corpo disse chaga —e eu finalmente ouvi!
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O futuro está na união entre a medicina tradicional e a magia natural.
Parar não é fraqueza. É o acto mais corajoso que podes fazer.
O teu corpo já sabe. Só precisas de aprender a ouvi-lo.